Parece que cada paragem no blog, dura cerca de dois anos, o recomeço está para breve. Até já
sábado, 23 de maio de 2015
terça-feira, 5 de março de 2013
Tristeza
Estou triste.
Olho em redor e vejo pessoas do meu país a criticarem tudo e todos, mas a nada fazerem para que a situação mude. O que mais me custa ouvir é a frase, " não vale a pena". Vale sempre a pena. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia Fernando Pessoa
Estou triste.
Ouço e leio, que pessoas que durante anos trabalharam com ordenados baixos, tendo que os complementar com outro trabalho, com o amanho de pequenas hortas ou/e com a criação de animais para consumir, são os responsáveis pela situação a que o país chegou. Eles, que têm reformas que não chegam (em muitos casos) a 1000€. Na segurança social, cerca de 88% recebe menos de 600€ ( fonte: Dinheiro Vivo). No entanto nada dizem sobre os que (des)governaram o pais e hoje recebem, esses sim, reformas chorudas.
Estou triste.
Vejo os jovens, principalmente pré-universitários, sem interesse por reivindicar uma maior atenção sobre o seu futuro. E sei do que falo.
Estou triste.
Vejo e ouço na comunicação social aqueles que durante anos tiveram responsabilidades no país, esses sim, sacudirem a água do capote perante a passividade de quem devia, por dever de profissão encostá-los à parede e confrontá-los com os seus actos.
Estou triste, mas não derrotado.
Seria mais fácil desistir, deixar andar, assobiar para o lado.
O fogo ainda não me queimou, qual a razão de andar com baldes de água?
Porque não consigo estar sentado na varanda enquanto a casa dos outros está a arder.
Olho em redor e vejo pessoas do meu país a criticarem tudo e todos, mas a nada fazerem para que a situação mude. O que mais me custa ouvir é a frase, " não vale a pena". Vale sempre a pena. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia Fernando Pessoa
Estou triste.
Ouço e leio, que pessoas que durante anos trabalharam com ordenados baixos, tendo que os complementar com outro trabalho, com o amanho de pequenas hortas ou/e com a criação de animais para consumir, são os responsáveis pela situação a que o país chegou. Eles, que têm reformas que não chegam (em muitos casos) a 1000€. Na segurança social, cerca de 88% recebe menos de 600€ ( fonte: Dinheiro Vivo). No entanto nada dizem sobre os que (des)governaram o pais e hoje recebem, esses sim, reformas chorudas.
Estou triste.
Vejo os jovens, principalmente pré-universitários, sem interesse por reivindicar uma maior atenção sobre o seu futuro. E sei do que falo.
Estou triste.
Vejo e ouço na comunicação social aqueles que durante anos tiveram responsabilidades no país, esses sim, sacudirem a água do capote perante a passividade de quem devia, por dever de profissão encostá-los à parede e confrontá-los com os seus actos.
Estou triste, mas não derrotado.
Seria mais fácil desistir, deixar andar, assobiar para o lado.
O fogo ainda não me queimou, qual a razão de andar com baldes de água?
Porque não consigo estar sentado na varanda enquanto a casa dos outros está a arder.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O Coelho
Quando no dia 7 de Setembro ouvi o primeiro ministro falar sobre as alterações à Taxa Social Única, o meu primeiro pensamento foi: "Este gajo está maluco".
Numa altura em que a grande maioria das pessoas está com a corda na garganta, vem este tipo fazer com que os trabalhadores financiem as empresas onde trabalham.
Como não sou, nem tenho pretensões a isso, economista, ainda pensei que fosse mais uma "economissice" das grandes teorias projectadas nos congressos de economia.
Mas não, afinal era mesmo um ataque ao bolso dos trabalhadores dependentes. Uma medida que não agrada a nenhum sector da sociedade (trabalhadores, patrões, sindicatos, economistas, ex-ministros, actuais ministros, etc, etc).
Temos um primeiro-ministro deslumbrado por ter conseguido realizar o sonho de criança.Cego, surdo e mudo a tudo e a todos que não esteja de acordo com a sua cartilha ideológica, se é que tem alguma.
Tão deslumbrado está consigo, que nem se deu conta do terramoto que provocou com as declarações proferidas antes de um jogo de futebol.Indo a seguir bater palmas e cantar a Nini num concerto do Paulo Carvalho.
Neste ponto tenho de criticar os portugueses que estavam nesse espectáculo. Como é que é possível que depois de terem ouvido que iam ser espoliados de grande parte dos seus vencimentos deixem que aquela pessoa assista tranquilamente ao concerto. Só num país de bananas.
Esta imagem nunca seria possível num país com homens e mulheres. Os presentes na sala, seriam humilhados desta maneira.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
15 de Setembro
No Sábado passado, dia 15 de Setembro, voltei a participar no que eu pensava não mais ser necessário.
Participar numa manifestação de rua contra as políticas de um governo.
Nunca tive nada contra as manifestações, cada pessoa deve protestar da maneira que entende contra o que considere lesar a sua vida. No entanto, ao longo dos anos o corporativismo tomou conta dos protestos e muitas vezes à boleia de certas injustiças, transformavam-nas em tentativas de ganho próprio.
Eu, como espírito livre que tenho a pretensão de ser, não gosto de me sentir amarrado a situações com as quais não concordo, só por pertencer a determinado partido ou organização.
No entanto está na hora de dizer BASTA a este governo e à sua tentativa de empobrecer a classe média e assim dominar todo um povo.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
9º encontro da CTMG
No passado dia 10 de Junho, a Comunidade Tramagalense da Marinha Grande realizou o seu encontro anual. Já vamos no 9º.
Apesar da ameaça de chuva, desta vez os meteorologistas acertaram e a partir das 10.30 já não choveu.
Não foram muitos os que disseram presente, entre esses que estiveram é de agradecer àqueles que se deslocaram de Tramagal para conviver com familiares e amigos.
Não se pode obrigar as pessoas a comparecerem, longe de mim tal ideia, e verdade se diga que é melhor serem poucos e voluntariamente participativos, do que muitos com ar de frete e entediados todo o dia.
Não deixa contudo de ser curioso que muitos dos que defendem as tradições e o "dantes é que era", sejam os primeiros a primar pela ausência.
Para o ano haverá mais. E como é usual dizer-se, só faz falta quem está.
Apesar da ameaça de chuva, desta vez os meteorologistas acertaram e a partir das 10.30 já não choveu.
Não foram muitos os que disseram presente, entre esses que estiveram é de agradecer àqueles que se deslocaram de Tramagal para conviver com familiares e amigos.
Não se pode obrigar as pessoas a comparecerem, longe de mim tal ideia, e verdade se diga que é melhor serem poucos e voluntariamente participativos, do que muitos com ar de frete e entediados todo o dia.
Não deixa contudo de ser curioso que muitos dos que defendem as tradições e o "dantes é que era", sejam os primeiros a primar pela ausência.
Para o ano haverá mais. E como é usual dizer-se, só faz falta quem está.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O nome das coisas
Por dever de consciência e para tentar perceber o que se passa nestes tempos, ditos modernos mas que nos retrocedem em termos civilizacionais umas décadas, tenho-me aguentado estoicamente a ouvir as doutas opiniões que os doutos senhores debitam, pagos a peso de ouro.
Acho interessante a desresponsabilização que estes doutos senhores se esforçam por fazer passar.
Os culpados de nós ficarmos com menos dinheiro cada vez que passamos a porta de um instituição bancária devido ás mais variadas taxas, não são dos bancos ( entidades criadas por seres humanos), mas sim dos banqueiros. Sim, os banqueiros são seres humanos que na sua actividade usam o dinheiro dos outros para ganharem o deles, e muito. São eles que decidem cobrar taxas por todo e qualquer tipo de serviço que nos prestam. São eles que aos poucos foram minando a economia de maneira a que tudo gire à volta dos dinheiros e não das pessoas.
Outra dos medos que os comentadores económico/políticos têm é o de dizer que os mercados financeiros são geridos e influenciados por seres humanos, que têm nome. Não é um computador qualquer que influência a vida de milhões de pessoas. Não, são homens e mulheres, a maior parte das vezes banqueiros, que jogam com a vida dos países e dos seus habitantes com o único propósito de aumentar desmesuradamente os seus lucros.
Como eu costumo dizer, não houve nenhum incêndio na casa da moeda, portanto o dinheiro em circulação é o mesmo. Está é concentrado em cada vez menos pessoas.
Acho interessante a desresponsabilização que estes doutos senhores se esforçam por fazer passar.
Os culpados de nós ficarmos com menos dinheiro cada vez que passamos a porta de um instituição bancária devido ás mais variadas taxas, não são dos bancos ( entidades criadas por seres humanos), mas sim dos banqueiros. Sim, os banqueiros são seres humanos que na sua actividade usam o dinheiro dos outros para ganharem o deles, e muito. São eles que decidem cobrar taxas por todo e qualquer tipo de serviço que nos prestam. São eles que aos poucos foram minando a economia de maneira a que tudo gire à volta dos dinheiros e não das pessoas.
Outra dos medos que os comentadores económico/políticos têm é o de dizer que os mercados financeiros são geridos e influenciados por seres humanos, que têm nome. Não é um computador qualquer que influência a vida de milhões de pessoas. Não, são homens e mulheres, a maior parte das vezes banqueiros, que jogam com a vida dos países e dos seus habitantes com o único propósito de aumentar desmesuradamente os seus lucros.
Como eu costumo dizer, não houve nenhum incêndio na casa da moeda, portanto o dinheiro em circulação é o mesmo. Está é concentrado em cada vez menos pessoas.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Futebol e a feira das vaidades
Estou perplexo, ou não, com as noticias que leio e ouço;o sobre o que gira em torno do futebol, fora das quatro linhas
Analisemos:
A UDLeiria SAD, portanto a empresa que gere o futebol profissional do clube UDLeiria, não paga aos seus profissionais à vários meses. Aliás, eles não pagam a ninguém faz algum tempo.Que o diga a agência de viagens Fátima Expresso (que reclama cerca de 150 000€), ou a empresa de Braga que instalou o relvado no campo do ACM (contra partida pelo fato de a CM Marinha Grande ter cedido o estádio municipal) e que espera ainda por 91 000€ dos 130 000€ da obra, ou os vários jogadores de anos anteriores que reclama o pagamento de milhares de euros.
Mas não é só o Leiria. Guimarães, Setúbal, Belenenses, Freamunde, Leixões, são outros dos que não conseguem cumprir as suas obrigações para com os profissionais do clube.
Por outro lado, verifica-se que do 10° lugar para baixo, excepto o Beira-Mar e a Académica, a média de espectadores não chega aos 3 000. Inclusivamente, o Nacional (7°) não chega aos 2 000. Se tirarmos os familiares dos jogadores, as pessoas que tem os mais diversos cartões e os que entram com bilhetes oferecidos, temos um numero insignificante de pagantes em cada jogo. Basta ver as deploráveis imagens que nos chegam nos resumos televisivos. Verdade se diga que a qualidade do futebol na maior parte dos jogos merece mais que se receba do que se pague para estar ali 90 minutos.
No entanto, e surpreendentemente para mim, alguns senhores do futebol resolveram que a melhor solução seria aumentar o numero de clubes na primeira liga. Para que, pergunto eu. Para que se arrastem mais equipas num longo campeonato, esperando que chegue o dia em que recebem um dos três grandes e assim fazerem alguma receita? Para que os salários em atraso sejam ainda mais a regra?
Não acredito que o melhor caminho seja esse. Para mim, e já algum tempo que penso assim, o campeonato deveria ter menos equipas, 14 ou ate mesmo 12. Disputando-se depois uma pool final para apuramento do campeão. Se resulta noutras modalidades, porque não no futebol?
Felizmente, parece que a absurda ideia não vai avante, tendo sido travada, novamente, pela FPF.
Como já muitos disseram, o problema do futebol português é todos os intervenientes no futebol evoluiram, excepto os dirigentes.
Analisemos:
A UDLeiria SAD, portanto a empresa que gere o futebol profissional do clube UDLeiria, não paga aos seus profissionais à vários meses. Aliás, eles não pagam a ninguém faz algum tempo.Que o diga a agência de viagens Fátima Expresso (que reclama cerca de 150 000€), ou a empresa de Braga que instalou o relvado no campo do ACM (contra partida pelo fato de a CM Marinha Grande ter cedido o estádio municipal) e que espera ainda por 91 000€ dos 130 000€ da obra, ou os vários jogadores de anos anteriores que reclama o pagamento de milhares de euros.
Mas não é só o Leiria. Guimarães, Setúbal, Belenenses, Freamunde, Leixões, são outros dos que não conseguem cumprir as suas obrigações para com os profissionais do clube.
Por outro lado, verifica-se que do 10° lugar para baixo, excepto o Beira-Mar e a Académica, a média de espectadores não chega aos 3 000. Inclusivamente, o Nacional (7°) não chega aos 2 000. Se tirarmos os familiares dos jogadores, as pessoas que tem os mais diversos cartões e os que entram com bilhetes oferecidos, temos um numero insignificante de pagantes em cada jogo. Basta ver as deploráveis imagens que nos chegam nos resumos televisivos. Verdade se diga que a qualidade do futebol na maior parte dos jogos merece mais que se receba do que se pague para estar ali 90 minutos.
No entanto, e surpreendentemente para mim, alguns senhores do futebol resolveram que a melhor solução seria aumentar o numero de clubes na primeira liga. Para que, pergunto eu. Para que se arrastem mais equipas num longo campeonato, esperando que chegue o dia em que recebem um dos três grandes e assim fazerem alguma receita? Para que os salários em atraso sejam ainda mais a regra?
Não acredito que o melhor caminho seja esse. Para mim, e já algum tempo que penso assim, o campeonato deveria ter menos equipas, 14 ou ate mesmo 12. Disputando-se depois uma pool final para apuramento do campeão. Se resulta noutras modalidades, porque não no futebol?
Felizmente, parece que a absurda ideia não vai avante, tendo sido travada, novamente, pela FPF.
Como já muitos disseram, o problema do futebol português é todos os intervenientes no futebol evoluiram, excepto os dirigentes.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Uma morte anunciada
1974-2012
Faleceu este ano, depois de muito maltratado, o golpe de estado revolucionário perpetado no dia 25 de Abril de 1974.
Não teve uma vida fácil. Excepto os primeiros anos, o que lhe criou a ilusão de poder crescer livre e alegre.
Mas a quantidade de abutres que pairavam sobre os seus ideais foram-no minando e enfraquecendo. É sabido que a esse tipo de animais não se pode cortar só o corpo, tem de se cortar também a cabeça, pois eles reproduzem-se a partir do nada. Esperaram pacientemente pelo seu corpo debil e frágil, para assim deferirem o golpe final.
Também os seus amigos têm culpa no seu desaparecimento, com a desculpa de que "ele está bem, foi só um achaque, isso passa num instante", deixaram-no à sua sorte e abandonado às mãos daqueles que sempre o consideraram um enjeitado da história.
Resta-me prestar homenagem aqueles que ilusóriamente puseram a sua vida ao serviço do falecido, na esperança, vã, que le fortalecesse e ganhasse uma vida aglutinadora de cidadania e conciência social.
Descansa em paz.
Também os seus amigos têm culpa no seu desaparecimento, com a desculpa de que "ele está bem, foi só um achaque, isso passa num instante", deixaram-no à sua sorte e abandonado às mãos daqueles que sempre o consideraram um enjeitado da história.
Resta-me prestar homenagem aqueles que ilusóriamente puseram a sua vida ao serviço do falecido, na esperança, vã, que le fortalecesse e ganhasse uma vida aglutinadora de cidadania e conciência social.
Descansa em paz.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
O Araçazeiro
Para mudar o visual defronte à minha casa, plantei um Araçazeiro.
O QUÊ?
Um Araçazeiro.
O QUÊ?
Uma árvore, originária do Brasil e que tem grande ploriferação na ilha da Madeira. Com frutos de várias cores, consoante a qualidade da árvore.
Foi-me oferecida em estado embrionário por um colega madeirense.
Para já está com este porte, espero cresça e se fortaleça com o tempo.
O QUÊ?
Um Araçazeiro.
O QUÊ?
Uma árvore, originária do Brasil e que tem grande ploriferação na ilha da Madeira. Com frutos de várias cores, consoante a qualidade da árvore.
Foi-me oferecida em estado embrionário por um colega madeirense.
Para já está com este porte, espero cresça e se fortaleça com o tempo.
O Regresso
Foi em Agosto de 2011 que escrevi o último post.
Este interregno, deveu-se sobretudo ao excesso de trabalho que não me deixava tempo para transcrever as minhas reflexões.
Já mais aliviado, de trabalho, entenda-se, vou tentar periódicamente postar no blog.
Este interregno, deveu-se sobretudo ao excesso de trabalho que não me deixava tempo para transcrever as minhas reflexões.
Já mais aliviado, de trabalho, entenda-se, vou tentar periódicamente postar no blog.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Fim de férias, nova vida.
E pronto, chegou ao fim mais um período de férias. Anda uma pessoa, meses a fio, à espera que elas cheguem e depois ficamos com a sensação que o homem que comanda o relógio do tempo o acelera para que o tic-tac do relógio seja um tictic-tactac, muito mais acelerado.
Parvoíces à parte, estes dias serviram para descansar, física e mentalmente de um ano de trabalho, felizmente, esgotante.
Quando começa o ano civil, temos o hábito de fazer planos e promessas de alteração de hábitos.
Este ano, graças ao empenho dos nossos "desgovernantes", antecipei esse período para o regresso das férias.
Não percebo nada de macroeconomia, mas tenho a impressão que não é asfixiando a maioria dos portugueses com impostos e taxas, que a economia pode progredir. A entrada de dinheiro em casa, é o produto dos nossos trabalhos, meu e da minha mulher, se nos carregam com impostos, não podemos adquirir outros produtos. E a bola começa a rolar cada vez mais descontrolada. Não se compra, as empresas não vendem. Não vendem, fecham. Fecham, mais desemprego. Mais desemprego, menos poder de compra. E por aí adiante.
Com tudo a subir de preço, quer directamente, quer através do aumento dos impostos, não me resta outra alternativa senão modificar, ainda mais, os poucos hábitos gastadores que ainda tinha.
Como diz o Sérgio Godinho na canção: O primeiro dia.
E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O virus
Fez na passada semana, mais propriamente no dia 12, um ano, que um vírus resolveu atacar o meu coração. Tentando desta forma levar-me para um lugar que, embora não sabendo como é, ainda não estou interessado em ir.
Felizmente, do ataque não resultaram sequelas físicas, o mesmo não posso dizer da parte psicológica.
Não que tenha ficado obcecado com o acontecido ao ponto de mudar a filosofia de vida. Continuo com o mesmo tipo de alimentação, que já tinha alterado há algum tempo atrás. A beber o meu tinto ao jantar. A frequentar, de quando em vez, uns bares ou outros sítios de diversão. Enfim, o mesmo de sempre.
No entanto, quando começo com tosse, foi assim que começou, entro logo em parafuso e não descanso enquanto não vou ao médico, o que não acontecia anteriormente.
O sucedido, tem-me feito pensar, e tentar alterar, certas prioridades que devemos ter na vida. Não entrei numa onda de “paz e amor para todos”, no entanto tenho tentado alterar certas abordagens que fazia das mais diversas situações.
Muitas vezes damos demasiada importância a acontecimentos e pessoas que não as merecem.
Ainda não consegui reordenar tudo, mas continuo a tentar.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Convivio do 10 de Junho da CTMG
Como tem sido hábito nestes últimos 8 anos, alguns dos tramagalenses radicados na Marinha Grande, reuniram-se, no dia 10 deste mês, para um dia de convívio.
Este ano, contámos novamente com o presidente da junta de freguesia do Tramagal e, pela primeira vez, com um representante da junta de freguesia da Marinha Grande. A secretária, em virtude do presidente já ter outro compromisso.
O dia 10 foi escolhido por ser o dia de Portugal e das Comunidades. Uma comunidade, é um conjunto de pessoas com algo em comum, no nosso caso, o sermos oriundos de Tramagal.
Se nos primeiros anos o entusiasmo e a participação eram grandes, temos registado um cada vez menor número de participantes. Este ano então, se não fossem os familiares e amigos “estrangeiros”, teríamos sido pouco mais de 20.
Esta situação faz com que entre num ciclo vicioso. Como são quase sempre os mesmos, não há diversificação nas comissões encarregues de organizar o convívio seguinte. Consequência disso, o que devia ser um encontro abrangente da CTMG, mais de uma centena, tem se vindo a tornar num encontro de quatro ou cinco famílias.
Não é fácil dar a volta a isto, cada vez mais as pessoas tendem a não sair das suas rotinas. Os que nunca foram, poderão sentir-se, passados estes anos, um pouco à parte. “Nunca fui e agora apareço lá após estes anos”, é uma expressão que eu já ouvi de alguém, quando lhe perguntei o porquê de não ir. Pode ser uma desculpa, mas também poderá haver esse sentimento.
Teremos todos, comissão e os restantes, de fazer um esforço para sensibilizarmos os demais membros da CTMG a comparecerem aos encontros.
Dinamizar um pouco o dia talvez seja também uma forma de cativar mais tramagalenses. Um passeio de bicicleta, ou pedestre, matinal. Um jogo de futebol. Uma visita ao museu do vidro, onde muitos (inclusive eu) ainda não foram. Ou outras iniciativas poderão ajudar.
Da minha parte haverá sempre, sendo ou não da comissão organizadora, disponibilidade para ajudar.
A minha presença estará sempre garantida, salvo por motivos de força maior.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Viragem à direita
No Domingo, a maioria dos portugueses e portuguesas com mais de 18 anos, escolheram ser governados por entidades exteriores e dar a maioria a uma coligação PSD/CDS.
Em democracia é assim, quem tem a maioria dos votos, governa. Não concordo com a escolha dos meus compatriotas, mas aceito-a democraticamente.
No entanto, tenho alguns considerandos a fazer.
Em conversa com alguns colegas de trabalho, fiquei deveras surpreendido por eles terem votado PSD. Passam a vida a dizer que cada vez pagam mais pelos medicamentos, que já estão cansados de trabalhar e não vêm a hora da reforma, que os filhos não conseguem estar muito tempo num emprego (porque os patrões não querem fazer contratos sem termo) e depois vão votar num partido que afirmou que tem de haver uma maior flexibilização laboral, que as rescisões dos contratos têm de ser mais simples e menos onerosas para o patronato. Que a idade da reforma tem de aumentar 2 ou 3 anos. Que a comparticipação do estado na saúde tem de baixar.
Também fiquei surpreso com a votação na Marinha Grande, num concelho em que cada vez se trabalha mais por menos dinheiro, situação imposta pelos patrões, e onde há uma grande fatia dos trabalhadores que são temporários, o PSD ficou em segundo lugar.
Teria sempre de haver sacrifícios para quase todos nós, fruto da desgovernação dos últimos anos. Mas uma situação é haver uma implementação de medidas com uma oposição forte e que consiga travar, ou suavizar, algumas. Outra, a existente, é o país ser entregue a partidos que defendem a liberalização da economia e a privatização de áreas onde o estado é o garante de uma maior equidade nos serviços prestados.
Estou muito pessimista quanto ao futuro imediato da classe média, onde me incluo, mas a única opção que tenho é seguir em frente e procurar formas de ultrapassar a situação, por mim e pela minha família.
Ninguém se vai preocupar comigo, se consigo pagar a casa, os estudos da minha filha ou os nossos medicamentos. Por isso, a partir de agora é cada um por si.
Não atropelo ninguém mas não vou permitir que me atropelem a mim e aos meus.
Amigos amigos, mas cada um que zele pelos seus.
domingo, 5 de junho de 2011
Dia do juizo
Hoje, 5 de Junho de 2011, é dia de votar.
Quem quiser, é claro. Não sou como o sr. Silva que veio ameaçar com o inferno, aqueles que em consciência, ou simplesmente por não lhes apetecer, decidam não pôr os pés numa assembleia de voto.
Se querem eliminar a abstenção, façam como em muitos países e tornem o voto obrigatório. Não que eu concorde com essa lei, mas também não ando a dizer que as pessoas têm de votar. As pessoas podem fazer o que a lei lhes permite.
As principais opções não me agradam.
O PS, com José Sócrates na liderança, é mais do mesmo. Uma rebaldaria total de ideias que vão mudando ao sabor dos interesses de ocasião. Um troca tintas que é capaz de afirmar que não foi ele que disse o que disse mas sim que os outros é que disseram o que ele nunca disse. Brrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!
O PSD, com Pedro Passos Coelho (o homem de Massamá), é um aspirante a PS. Querem é chegar ao poder a qualquer custo. Quem sabe para fazer o mesmo que da última vez que lá estiveram e conseguirem um lugar europeu para o líder abandonar o país. Ideias, ZERO.
O CDS/PP, de Paulo Portas, é como o nome indica um partido popular. Ou seja, interessa é ser popular. Na feira é feirante, no campo é agricultor, no mar é pescador, na banca é banqueiro. Quer é mama, sem se importar com o parceiro na teta.
O PCP (CDU), com o "metalúrgico" Jerónimo de Sousa, é o mesmo de sempre. Embora reconheça justeza nas suas convicções penso que já não estão em sintonia com os tempos que correm.
O BE, liderado por Francisco Louçã, tem-me desiludido. Foi uma lufada de ar fresco na politica portuguesa mas tem-se institucionalizando.com o passar das legislatura. Mesmo assim é aquele com que mais me identifico, tirando a parte dos funcionários públicos.
Todos os outros que só emergem quando há eleições não me dizem nada.
Existe a hipótese de votar em branco, o que considerei seriamente. Mas penso que o importante será dar força àqueles com quem me identifico mais.
Por isso já decidi e vou continuar a votar no BE.
Logo à noite se verá o que o povo lusitano escolheu, para o bem e para o mal.
Quem quiser, é claro. Não sou como o sr. Silva que veio ameaçar com o inferno, aqueles que em consciência, ou simplesmente por não lhes apetecer, decidam não pôr os pés numa assembleia de voto.
Se querem eliminar a abstenção, façam como em muitos países e tornem o voto obrigatório. Não que eu concorde com essa lei, mas também não ando a dizer que as pessoas têm de votar. As pessoas podem fazer o que a lei lhes permite.
As principais opções não me agradam.
O PS, com José Sócrates na liderança, é mais do mesmo. Uma rebaldaria total de ideias que vão mudando ao sabor dos interesses de ocasião. Um troca tintas que é capaz de afirmar que não foi ele que disse o que disse mas sim que os outros é que disseram o que ele nunca disse. Brrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!
O PSD, com Pedro Passos Coelho (o homem de Massamá), é um aspirante a PS. Querem é chegar ao poder a qualquer custo. Quem sabe para fazer o mesmo que da última vez que lá estiveram e conseguirem um lugar europeu para o líder abandonar o país. Ideias, ZERO.
O CDS/PP, de Paulo Portas, é como o nome indica um partido popular. Ou seja, interessa é ser popular. Na feira é feirante, no campo é agricultor, no mar é pescador, na banca é banqueiro. Quer é mama, sem se importar com o parceiro na teta.
O PCP (CDU), com o "metalúrgico" Jerónimo de Sousa, é o mesmo de sempre. Embora reconheça justeza nas suas convicções penso que já não estão em sintonia com os tempos que correm.
O BE, liderado por Francisco Louçã, tem-me desiludido. Foi uma lufada de ar fresco na politica portuguesa mas tem-se institucionalizando.com o passar das legislatura. Mesmo assim é aquele com que mais me identifico, tirando a parte dos funcionários públicos.
Todos os outros que só emergem quando há eleições não me dizem nada.
Existe a hipótese de votar em branco, o que considerei seriamente. Mas penso que o importante será dar força àqueles com quem me identifico mais.
Por isso já decidi e vou continuar a votar no BE.
Logo à noite se verá o que o povo lusitano escolheu, para o bem e para o mal.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Greve na CP e na TAP
"Greve da CP pára comboios em quase todo o país esta segunda-feira"
Greve na TAP ameaça deixar em terra 320 mil passageiros
Por princípio sou favorável ao uso do direito à greve como forma de pressão sobre as administrações das empresas na luta por melhores condições.
Existem no entanto situações em que o bom senso e a consciência geral devem prevalecer sobre os interesses corporativos.
Serve isto para dizer que não compreendo a atitude dos trabalhadores destas duas empresas. Duas, das que mais prejuízo têm anualmente e continuadamente.
Não querer abdicar de algumas regalias, monetárias ou outras, no contexto em que o país está, é olhar só para o seu umbigo.
No sector privado estas duas empresas já tinham fechado portas há muitos anos. Concordo, que os transportes têm de ter uma vertente pública, e o apoio do estado, dada a sua especificidade.
Só que há boleia dessa vertente estratégica, acumularam regalias que ajudaram a criar um enorme buraco financeiro.
Falo mais da CP, com conhecimento de causa. Durante anos, um tio meu trabalhou na CP, mais tarde foram dois, e em casa dos meus avós toda a gente tinha direito a andar milhares de quilómetros (salvo erro 4000) sem pagar um centavo. Era usual numa carruagem cheia, só meia-dúzia de pessoas pagarem bilhete.
Podem argumentar que os dirigentes das empresas têm ordenados chorudos, então denunciem esse facto constantemente. Ao afundar ainda mais, empresas que são sorvedoras dos dinheiros públicos, é prejudicar todos os contribuintes.
Eu também tive cortes no vencimento em mais de 10%. Tive de me adaptar e reformular o meu estilo de vida, mas sem prejudicar os outros. E mais estou no sector privado.
À boa maneira portuguesa, achamos que toda a gente deve ajudar o país a sair desta situação. Desde que não mexam no meu bolso.
NÃO PODE SER.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Uma multa
Há dias, recebi em casa uma multa onde era descrito que no dia tal (há cerca de dois meses) ás X horas, um carro, que está em meu nome, tinha passado um sinal vermelho no cruzamento da Av. Y com a Rua W.
Tendo sido visto a cometer essa infracção pelo agente H.
Não ponho em causa que meu carro estivesse aquela hora naquele local, até porque é sensivelmente a hora em que a minha esposa (que por norma conduz o carro em questão) passa nesse cruzamento. Também não afianço, nem ela, que não tenha sido cometida a infracção em causa. Todos nós, pelo menos uma vez já passámos no “laranja”, que é aquela situação em que está amarelo, mas que pode ser que ainda dê para passar antes de mudar para o vermelho.
Mas ponho em causa a legalidade de um agente da autoridade, que certamente já estava fora de serviço (senão vinha o nome dos elementos da patrulha), não mandar parar o carro e escrever que viu a infracção. Não chamar a pessoa à esquadra no dia seguinte e ser enviada para casa, sem qualquer prova associada, a multa. PASSADOS DOIS MESES.
Pode-se dar o caso de o homem, ou a mulher, virem mal dispostos e descarregarem sobre um qualquer utilizador da via pública. Ou saírem de um petisco com os amigos e para mostrarem que são a autoridade escolherem um carro ao acaso e multá-lo.
Eu tinha a opção de não pagar e contestar a multa, é verdade. E o tempo que iria perder com isso? E o dinheiro que isso me iria custar?
Assim, meti o rabo entre as pernas e paguei a multa.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Corvina no forno
Como tenho a presunção de ter alguns dotes culinários, costumo aventurar-me em receitas diferentes.
Há uns Domingos atrás resolvi dar um novo ar à corvina quando assada no forno.
Há uns Domingos atrás resolvi dar um novo ar à corvina quando assada no forno.
Para quem quizer experimentar, cá vai a receita:
1 Corvina com cerca de 1.5Kg
1 Limão
1 Kg de batatas pequenas para assar
Coentros
Sal
5 Dentes de alho
Pimenta preta
Colorau
1 Cebola média
Azeite
Vinho Branco
Preparação:
Ao comprar a Corvina mandar limpar, escamar e escalar. Abrir a Corvina e barrá-la por dentro com sal, alho (esmagado ou moído) e pimenta.
Cortar o limão às rodelas e dispô-las ao longo do peixe. Picar os coentros e polvilhar conforme o gosto. Fechar a Corvina, metê-la num tabuleiro e regá-la com um fio de azeite.
Lavar bem as batatas, ou descascá-las caso tenham a pele grossa. Dar um golpe em cada uma.
Temperar com sal, pimenta, colorau, alho e algum azeite. Misturar bem e reservar cerca de ½ hora.
Dispor as batatas no tabuleiro à volta do peixe.
Cortar a cebola às rodelas e espalhar por cima do preparado.
Deitar o vinho no tabuleiro de maneira a cobrir o fundo.
Pré aquecer o forno a 220cº e levar ao forno a meia altura.
Assar cerca de 1hora.
Polvilhar com coentros frescos e acompanhar com uma salada e um tinto da região.
Bom apetite e diga o que achou da ideia.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mãe
Ontem foi o teu dia.
Partiste já lá vão 16 anos, mas no meu coração continuas viva.
Foste ainda nova e com muito para viver e conhecer.
Não chegaste a conhecer a tua neta mas eu falo com ela sobre ti para que mesmo sem te conhecer ela sinta o quanto tu a terias amado se a tua vida não fosse interrompida antes de a dela ter começado.
Foi a ti que fui buscar forças quando tudo parecia perdido.
Não consigo escrever mais, as lágrimas toldam-me a vista e o coração aperta de tristeza.
Um dia voltaremo-nos a encontar e reencontrarei no teu colo o conforto que perdi no dia 2 de Novembro de 1994.
Partiste já lá vão 16 anos, mas no meu coração continuas viva.
Foste ainda nova e com muito para viver e conhecer.
Não chegaste a conhecer a tua neta mas eu falo com ela sobre ti para que mesmo sem te conhecer ela sinta o quanto tu a terias amado se a tua vida não fosse interrompida antes de a dela ter começado.
Foi a ti que fui buscar forças quando tudo parecia perdido.
Não consigo escrever mais, as lágrimas toldam-me a vista e o coração aperta de tristeza.
Um dia voltaremo-nos a encontar e reencontrarei no teu colo o conforto que perdi no dia 2 de Novembro de 1994.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Até um dia Pirica
Na semana que passou, mais um dos meus colegas de juventude partiu deste mundo.
As circunstâncias da vida fizeram com que há alguns anos que não se encontrássemos. No entanto fui tendo notícias dele através de amigos comuns com quem falava nas minhas idas a Tramagal.
As várias doenças foram-no debilitando cada vez mais e o seu sofrimento era atroz, ao ponto de a mãe me dizer que assim deixou de sofrer. Para uma mãe dizer isto é preciso que as dores da vida sejam inimaginaveis.
Recordo as tardes passadas a esculpir madeira e a fazer outro tipo de artesanato que depois tentávamos vender e assim conseguir algum dinheiro para umas cervejas.
As tardes e as noites a ouvirmos música no meu gravador.
Aquele Verão, quando fomos trabalhar para a adega de Tramagal.
As discussões noite dentro.
As maluqueiras próprias da idade.
Tudo isto, e muito mais, tem passado pela minha cabeça desde que recebi a triste noticia.
O meu coração sangra enquanto escrevo estas palavras, mas não quis deixar de prestar esta homenagem a alguém que partilhou uma fase importante da minha vida.
Despeço-me de ti com um até um dia, ficarás para sempre na minha memória.
Asta la vista, PIRICA.
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