quarta-feira, 30 de maio de 2012

O nome das coisas

Por dever de consciência e para tentar perceber o que se passa nestes tempos, ditos modernos mas que nos retrocedem em termos civilizacionais umas décadas, tenho-me aguentado estoicamente a ouvir as doutas opiniões que os doutos senhores debitam, pagos a peso de ouro.
Acho interessante a desresponsabilização que estes doutos senhores se esforçam por fazer passar.
Os culpados de nós ficarmos com menos dinheiro cada vez que passamos a porta  de um instituição bancária devido ás mais variadas taxas, não são dos bancos ( entidades criadas por seres humanos), mas sim dos banqueiros. Sim, os banqueiros são seres humanos que na sua actividade usam o dinheiro dos outros para ganharem o deles, e muito. São eles que decidem cobrar taxas por todo e qualquer tipo de serviço que nos prestam. São eles que aos poucos foram minando a economia de maneira a que tudo gire à volta dos dinheiros e não das pessoas.
Outra dos medos que os comentadores económico/políticos têm é o de dizer que os mercados financeiros são geridos e influenciados por seres humanos, que têm nome. Não é um computador qualquer que influência a vida de milhões de pessoas. Não, são homens e mulheres, a maior parte das vezes banqueiros, que jogam com a vida dos países e dos seus habitantes com o único propósito de aumentar desmesuradamente os seus lucros.
Como eu costumo dizer, não houve nenhum incêndio na casa da moeda, portanto o dinheiro em circulação é o mesmo. Está é concentrado em cada vez menos pessoas.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Futebol e a feira das vaidades


Estou perplexo, ou não, com as noticias que leio e ouço;o sobre o que gira em torno do futebol, fora das quatro linhas
Analisemos:

A UDLeiria SAD, portanto a empresa que gere o futebol profissional do clube UDLeiria, não paga aos seus profissionais à vários meses. Aliás, eles não pagam a ninguém faz algum tempo.Que o diga a agência de viagens Fátima Expresso (que reclama cerca de 150 000€), ou a empresa de Braga que instalou o relvado no campo do ACM (contra partida pelo fato de a CM Marinha Grande ter cedido o estádio municipal) e que espera ainda por 91 000€ dos 130 000€ da obra, ou os vários jogadores de anos anteriores que reclama o pagamento de milhares de euros.

 Mas não é só o Leiria. Guimarães, Setúbal, Belenenses, Freamunde, Leixões, são outros dos que não conseguem cumprir as suas obrigações para com os profissionais do clube.

Por outro lado, verifica-se que do 10° lugar para baixo, excepto o Beira-Mar e a Académica, a média de espectadores  não chega aos 3 000. Inclusivamente, o Nacional (7°) não chega aos 2 000. Se tirarmos os familiares dos jogadores, as pessoas que tem os mais diversos cartões e os que entram com bilhetes oferecidos, temos um numero insignificante de pagantes em cada jogo. Basta ver as deploráveis imagens que nos chegam nos resumos televisivos. Verdade se diga que a qualidade do futebol na maior parte dos jogos merece mais que se receba do que se pague para estar ali 90 minutos.

 No entanto, e surpreendentemente para mim, alguns senhores do futebol resolveram que a melhor solução seria aumentar o numero de clubes na primeira liga. Para que, pergunto eu. Para que se arrastem mais equipas num longo campeonato, esperando que chegue o dia em que recebem um dos três grandes e assim fazerem alguma receita? Para que os salários em atraso sejam ainda mais a regra?
 Não acredito que o melhor caminho seja esse. Para mim, e já algum tempo que penso assim, o campeonato deveria ter menos equipas, 14 ou ate mesmo 12. Disputando-se depois uma pool final para apuramento do campeão. Se resulta noutras modalidades, porque não no futebol?

Felizmente, parece que a absurda ideia não vai avante, tendo sido travada, novamente, pela FPF.
Como já muitos disseram, o problema do futebol português é todos os intervenientes no futebol evoluiram, excepto os dirigentes.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma morte anunciada

1974-2012

Faleceu este ano, depois de muito maltratado, o golpe de estado revolucionário perpetado no dia 25 de Abril de 1974.
Não teve uma vida fácil. Excepto os primeiros anos, o que lhe criou a ilusão de poder crescer livre e alegre.
Mas a quantidade de abutres que pairavam sobre os seus ideais foram-no minando e enfraquecendo. É sabido que a esse tipo de animais  não se pode cortar só o corpo, tem de se cortar também a cabeça, pois eles reproduzem-se a partir do nada. Esperaram pacientemente pelo seu corpo debil e frágil, para assim deferirem o golpe final.
Também os seus amigos têm culpa no seu desaparecimento, com a desculpa de que "ele está bem, foi só um achaque, isso passa num instante", deixaram-no à sua sorte e abandonado às mãos daqueles que sempre o consideraram um enjeitado da história.
Resta-me prestar homenagem aqueles que ilusóriamente puseram a sua vida ao serviço do falecido, na esperança, vã, que le fortalecesse e ganhasse uma vida aglutinadora de cidadania e conciência social.
Descansa em paz.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Araçazeiro

Para mudar o visual defronte à minha casa, plantei um Araçazeiro.
O QUÊ?
Um Araçazeiro.
O QUÊ?
Uma árvore, originária do Brasil e que tem grande ploriferação na ilha da Madeira. Com frutos de várias cores, consoante a qualidade da árvore.
Foi-me oferecida em estado embrionário por um colega madeirense.
Para já está com este porte, espero cresça e se fortaleça com o tempo.

O Regresso

Foi em Agosto de 2011 que escrevi o último post.
Este interregno, deveu-se sobretudo ao excesso de trabalho que não me deixava tempo para transcrever as minhas reflexões.
Já mais aliviado, de trabalho, entenda-se, vou tentar periódicamente postar no blog.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fim de férias, nova vida.


E pronto, chegou ao fim mais um período de férias. Anda uma pessoa, meses a fio, à espera que elas cheguem e depois ficamos com a sensação que o homem que comanda o relógio do tempo o acelera para que o tic-tac do relógio seja um tictic-tactac, muito mais acelerado.
Parvoíces à parte, estes dias serviram para descansar, física e mentalmente de um ano de trabalho, felizmente, esgotante.
Quando começa o ano civil, temos o hábito de fazer planos e promessas de alteração de hábitos.
Este ano, graças ao empenho dos nossos "desgovernantes", antecipei esse período para o regresso das férias.
Não percebo nada de macroeconomia, mas tenho a impressão que não é asfixiando a maioria dos portugueses com impostos e taxas, que a economia pode progredir. A entrada de dinheiro em casa, é o produto dos nossos trabalhos, meu e da minha mulher, se nos carregam com impostos, não podemos adquirir outros produtos. E a bola começa a rolar cada vez mais descontrolada. Não se compra, as empresas não vendem. Não vendem, fecham. Fecham, mais desemprego. Mais desemprego, menos poder de compra. E por aí adiante.
Com tudo a subir de preço, quer directamente, quer através do aumento dos impostos, não me resta outra alternativa senão modificar, ainda mais, os poucos hábitos gastadores que ainda tinha.
Como diz o Sérgio Godinho na canção: O primeiro dia.
 E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!


segunda-feira, 18 de julho de 2011

O virus

Fez na passada semana, mais propriamente no dia 12, um ano, que um vírus resolveu atacar o meu coração. Tentando desta forma levar-me para um lugar que, embora não sabendo como é, ainda não estou interessado em ir.
Felizmente, do ataque não resultaram sequelas físicas, o mesmo não posso dizer da parte psicológica.
Não que tenha ficado obcecado com o acontecido ao ponto de mudar a filosofia de vida. Continuo com o mesmo tipo de alimentação, que já tinha alterado há algum tempo atrás. A beber o meu tinto ao jantar. A frequentar, de quando em vez, uns bares ou outros sítios de diversão. Enfim, o mesmo de sempre.
No entanto, quando começo com tosse, foi assim que começou, entro logo em parafuso e não descanso enquanto não vou ao médico, o que não acontecia anteriormente.
O sucedido, tem-me feito pensar, e tentar alterar, certas prioridades que devemos ter na vida. Não entrei numa onda de “paz e amor para todos”, no entanto tenho tentado alterar certas abordagens que fazia das mais diversas situações.
Muitas vezes damos demasiada importância a acontecimentos e pessoas que não as merecem.
Ainda não consegui reordenar tudo, mas continuo a tentar.