quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma morte anunciada

1974-2012

Faleceu este ano, depois de muito maltratado, o golpe de estado revolucionário perpetado no dia 25 de Abril de 1974.
Não teve uma vida fácil. Excepto os primeiros anos, o que lhe criou a ilusão de poder crescer livre e alegre.
Mas a quantidade de abutres que pairavam sobre os seus ideais foram-no minando e enfraquecendo. É sabido que a esse tipo de animais  não se pode cortar só o corpo, tem de se cortar também a cabeça, pois eles reproduzem-se a partir do nada. Esperaram pacientemente pelo seu corpo debil e frágil, para assim deferirem o golpe final.
Também os seus amigos têm culpa no seu desaparecimento, com a desculpa de que "ele está bem, foi só um achaque, isso passa num instante", deixaram-no à sua sorte e abandonado às mãos daqueles que sempre o consideraram um enjeitado da história.
Resta-me prestar homenagem aqueles que ilusóriamente puseram a sua vida ao serviço do falecido, na esperança, vã, que le fortalecesse e ganhasse uma vida aglutinadora de cidadania e conciência social.
Descansa em paz.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Araçazeiro

Para mudar o visual defronte à minha casa, plantei um Araçazeiro.
O QUÊ?
Um Araçazeiro.
O QUÊ?
Uma árvore, originária do Brasil e que tem grande ploriferação na ilha da Madeira. Com frutos de várias cores, consoante a qualidade da árvore.
Foi-me oferecida em estado embrionário por um colega madeirense.
Para já está com este porte, espero cresça e se fortaleça com o tempo.

O Regresso

Foi em Agosto de 2011 que escrevi o último post.
Este interregno, deveu-se sobretudo ao excesso de trabalho que não me deixava tempo para transcrever as minhas reflexões.
Já mais aliviado, de trabalho, entenda-se, vou tentar periódicamente postar no blog.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fim de férias, nova vida.


E pronto, chegou ao fim mais um período de férias. Anda uma pessoa, meses a fio, à espera que elas cheguem e depois ficamos com a sensação que o homem que comanda o relógio do tempo o acelera para que o tic-tac do relógio seja um tictic-tactac, muito mais acelerado.
Parvoíces à parte, estes dias serviram para descansar, física e mentalmente de um ano de trabalho, felizmente, esgotante.
Quando começa o ano civil, temos o hábito de fazer planos e promessas de alteração de hábitos.
Este ano, graças ao empenho dos nossos "desgovernantes", antecipei esse período para o regresso das férias.
Não percebo nada de macroeconomia, mas tenho a impressão que não é asfixiando a maioria dos portugueses com impostos e taxas, que a economia pode progredir. A entrada de dinheiro em casa, é o produto dos nossos trabalhos, meu e da minha mulher, se nos carregam com impostos, não podemos adquirir outros produtos. E a bola começa a rolar cada vez mais descontrolada. Não se compra, as empresas não vendem. Não vendem, fecham. Fecham, mais desemprego. Mais desemprego, menos poder de compra. E por aí adiante.
Com tudo a subir de preço, quer directamente, quer através do aumento dos impostos, não me resta outra alternativa senão modificar, ainda mais, os poucos hábitos gastadores que ainda tinha.
Como diz o Sérgio Godinho na canção: O primeiro dia.
 E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!


segunda-feira, 18 de julho de 2011

O virus

Fez na passada semana, mais propriamente no dia 12, um ano, que um vírus resolveu atacar o meu coração. Tentando desta forma levar-me para um lugar que, embora não sabendo como é, ainda não estou interessado em ir.
Felizmente, do ataque não resultaram sequelas físicas, o mesmo não posso dizer da parte psicológica.
Não que tenha ficado obcecado com o acontecido ao ponto de mudar a filosofia de vida. Continuo com o mesmo tipo de alimentação, que já tinha alterado há algum tempo atrás. A beber o meu tinto ao jantar. A frequentar, de quando em vez, uns bares ou outros sítios de diversão. Enfim, o mesmo de sempre.
No entanto, quando começo com tosse, foi assim que começou, entro logo em parafuso e não descanso enquanto não vou ao médico, o que não acontecia anteriormente.
O sucedido, tem-me feito pensar, e tentar alterar, certas prioridades que devemos ter na vida. Não entrei numa onda de “paz e amor para todos”, no entanto tenho tentado alterar certas abordagens que fazia das mais diversas situações.
Muitas vezes damos demasiada importância a acontecimentos e pessoas que não as merecem.
Ainda não consegui reordenar tudo, mas continuo a tentar.






quinta-feira, 23 de junho de 2011

Convivio do 10 de Junho da CTMG

Como tem sido hábito nestes últimos 8 anos, alguns dos tramagalenses radicados na Marinha Grande, reuniram-se, no dia 10 deste mês, para um dia de convívio.
Este ano, contámos novamente com o presidente da junta de freguesia do Tramagal e, pela primeira vez, com um representante da junta de freguesia da Marinha Grande. A secretária, em virtude do presidente já ter outro compromisso.
O dia 10 foi escolhido por ser o dia de Portugal e das Comunidades. Uma comunidade, é um conjunto de pessoas com algo em comum, no nosso caso, o sermos oriundos de Tramagal.
Se nos primeiros anos o entusiasmo e a participação eram grandes, temos registado um cada vez menor número de participantes. Este ano então, se não fossem os familiares e amigos “estrangeiros”, teríamos sido pouco mais de 20.
Esta situação faz com que entre num ciclo vicioso. Como são quase sempre os mesmos, não há diversificação nas comissões encarregues de organizar o convívio seguinte. Consequência disso, o que devia ser um encontro abrangente da CTMG, mais de uma centena, tem se vindo a tornar num encontro de quatro ou cinco famílias.
Não é fácil dar a volta a isto, cada vez mais as pessoas tendem a não sair das suas rotinas. Os que nunca foram, poderão sentir-se, passados estes anos, um pouco à parte. “Nunca fui e agora apareço lá após estes anos”, é uma expressão que eu já ouvi de alguém, quando lhe perguntei o porquê de não ir. Pode ser uma desculpa, mas também poderá haver esse sentimento.
Teremos todos, comissão e os restantes, de fazer um esforço para sensibilizarmos os demais membros da CTMG a comparecerem aos encontros.
Dinamizar um pouco o dia talvez seja também uma forma de cativar mais tramagalenses. Um passeio de bicicleta, ou pedestre, matinal. Um jogo de futebol. Uma visita ao museu do vidro, onde muitos (inclusive eu) ainda não foram. Ou outras iniciativas poderão ajudar.
Da minha parte haverá sempre, sendo ou não da comissão organizadora, disponibilidade para ajudar.
A minha presença estará sempre garantida, salvo por motivos de força maior.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Viragem à direita

No Domingo, a maioria dos portugueses e portuguesas com mais de 18 anos, escolheram ser governados por entidades exteriores e dar a maioria a uma coligação PSD/CDS.
Em democracia é assim, quem tem a maioria dos votos, governa. Não concordo com a escolha dos meus compatriotas, mas aceito-a democraticamente.
No entanto, tenho alguns considerandos a fazer.
Em conversa com alguns colegas de trabalho, fiquei deveras surpreendido por eles terem votado PSD. Passam a vida a dizer que cada vez pagam mais pelos medicamentos, que já estão cansados de trabalhar e não vêm a hora da reforma, que os filhos não conseguem estar muito tempo num emprego (porque os patrões não querem fazer contratos sem termo) e depois vão votar num partido que afirmou que tem de haver uma maior flexibilização laboral, que as rescisões dos contratos têm de ser mais simples e menos onerosas para o patronato. Que a idade da reforma tem de aumentar 2 ou 3 anos. Que a comparticipação do estado na saúde tem de baixar.
Também fiquei surpreso com a votação na Marinha Grande, num concelho em que cada vez se trabalha mais por menos dinheiro, situação imposta pelos patrões, e onde há uma grande fatia dos trabalhadores que são temporários, o PSD ficou em segundo lugar.
Teria sempre de haver sacrifícios para quase todos nós, fruto da desgovernação dos últimos anos. Mas uma situação é haver uma implementação de medidas com uma oposição forte e que consiga travar, ou suavizar, algumas. Outra, a existente, é o país ser entregue a partidos que defendem a liberalização da economia e a privatização de áreas onde o estado é o garante de uma maior equidade nos serviços prestados.
Estou muito pessimista quanto ao futuro imediato da classe média, onde me incluo, mas a única opção que tenho é seguir em frente e procurar formas de ultrapassar a situação, por mim e pela minha família.
Ninguém se vai preocupar comigo, se consigo pagar a casa, os estudos da minha filha ou os nossos medicamentos. Por isso, a partir de agora é cada um por si.
Não atropelo ninguém mas não vou permitir que me atropelem a mim e aos meus.
Amigos amigos, mas cada um que zele pelos seus.